domingo, 26 de abril de 2015

NASA: "Deve Haver Civilizações Habitando o Frio e Escuro Espaço Intergaláctico" [Artigo]

"Deve haver seres vivendo lá, no meio do espaço quase vazio, sem nenhuma Via-Láctea para chamar de sua galáxia", disse Harvey moseley, astrofísico do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland. Astrônomos detectaram brilhos fracos que parecem se originar de estrelas que flutuam à deriva, no meio do espaço intergaláctico. A descoberta sugere que cerca de metade das estrelas no Universo pode estar se escondendo de nós, fora dos limites galácticos.

"O trabalho publicado pela Nature, mostra o quão pouco sabemos sobre o espaço entre as galáxias e com o quanto ele contribui com o todo", disse Junna Kollmeier, astrônoma do observatório Carnegie, em Pasadena. Kollmeie e seus colegas haviam reportado o "problema da luz faltante", que sugere que as estrelas galácticas não são suficientes para explicar a luminosidade que se observa no Universo e ela acha que a luz extra vem de estrelas intergalácticas.
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Tais estrelas, provavelmente foram arrancadas de suas galáxias quando estas colidiram com outras (você pode notar trilhas de estrelas sendo arremessadas ao espaço intergaláctico, na imagem acima, obtida pelo telescópio espacial Hubble).

O achado veio através do projeto CIBER (Experimento Infravermelho do Fundo Cósmico), que voou ao espaço em 2010 e 2012 à bordo de um foguete. Enquanto rasgava os céus, olhava para cinco diferentes regiões no espaço por cerca de um minuto, coletando tantas partículas de luz quanto pudesse, vindas destas direções. O voos aconteceram em diferentes épocas do ano, o que permitiu que os pesquisadores subtraíssem os efeitos causados pelas luzes zodiacais (o brilho do Sol refletido pela poeira interplanetária).

O CIBER foi projetado para procurar por flutuações na luz infravermelha, que poderia indicar sinais vindos das primeiras galáxias formadas no Universo. A luz destas galáxias deveria aparecer extremamente desviada para o vermelho por conta da expansão do Universo.


Mas quando Michael Zemcov, astrofísico do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), em Pasadena e seus colegas se debruçaram sobre os dados do CIBER, descobriram que a luz capturada pelo aparato não era desviada suficientemente para o vermelho para vir de galáxias ancestrais. A luz deveria vir de fontes mais próximas e mais modernas como estrelas comuns.

Com base nestes dados, os pesquisadores concluíram que há muito mais luz no Universo que a que pode ser explicada pelas estrelas contidas nas galáxias, o que implica que tal luz está vindo de estrelas que se encontram fora delas, disse Jamie Bock, também astrofísico da Caltech. "Tais estrelas produzem boa parte da luz que vemos no Universo e isto é excitante", concluiu.

Estrelas normalmente residem em galáxias, mas podem ser espalhadas no espaço, por forças gravitacionais produzidas quando galáxias colidem. Bock suspeita que grande parte destas estrelas renegadas venham de galáxias menores, que perdem estrelas mais facilmente que galáxias maiores.

"Se isto for verdade, então há uma imensa quantidade de estrelas povoando o aparentemente vazio espaço intergaláctico. Seus brilhos individuais são muitos fracos, por esta razão só podemos vê-las quando estão em conjunto, numa galáxia", disse Moseley.

Agora Bock e seus colegas estão se dedicando em uma continuação do CIBER: CIBER2 irá observar os céus se utilizando da luz visível ao invés do infravermelho, na esperança de que o novo experimento revele novas informações à respeito do brilho extra e que tipo de estrelas estão contribuindo com ele.

Hipernovas via: www.dailygalaxy.com