sexta-feira, 10 de abril de 2015

O Futuro Sombrio da Terra, do Sol e do Universo [Artigo]

Que tal se antecipar milhares, milhões, bilhões ou trilhões de anos no futuro e ver o que ele reserva ao cosmo ao passar das eras? É um exercício excitante e entristecedor ao mesmo tempo, já que o futuro distante promete ser extremamente frio, escuro e sem vida.

Aperte os cintos, pois uma longa viagem rumo às profundezas do tempo começa agora!
Hipernovas: O Futuro Sombrio da Terra, do Sol e do Universo [Artigo + 17 Imagens]


+50.000 anos: Fim da era antropocena. Período de calor causado pela rápida queima de combustíveis fósseis pelos humanos, que provavelmente já estarão explorando o espaço para além dos limites do Sistema Solar.

+50 milhões de anos: África colide com a Europa, eliminando o Mar Mediterrâneo.

+150 milhões de anos: Oceano atlântico começa a desaparecer devido aos continentes estarem em processo de fusão.

+250 milhões de anos: Um novo supercontinente é formado pela fusão dos antigos.

+750 milhões de anos: A galáxia anã Sagitário dará um rasante na Via-Láctea e como resultado da ação da extrema gravidade da nossa galáxia, será despedaçada e suas estrelas serão engolidas por ela. É desta forma que galáxias grandes como a nossa crescem e se tornam gigantes.

+1.1 bilhões de anos: O Sol ficará 10% mais brilhante do que hoje e a maior parte da Terra lembrará um deserto sem vida e sem chuva. No entanto, em alguns lugares próximos aos polos, talvez as últimas formas de vida daqui ainda possam encontrar refúgio.

+2.9 bilhões de anos: A galáxia de Andrômeda está agora muito mais próxima em seu curso de se chocar com a nossa. Se ainda houver alguma criatura vivendo por aqui, esta terá uma bela visão com a nossa companheira gigante enchendo quase que totalmente o céu noturno.

+3 bilhões de anos: A colisão acontece e muitos sistemas solares serão destruídos, mas muitas estrelas também serão criadas pela compressão dos gases das duas gigantes espirais. O futuro do nosso Sol é bem incerto: Talvez seja ejetado rumo ao espaço intergaláctico ou jogado para dentro do núcleo caótico de uma das duas galáxias onde a taxa de formação de novas estrelas será monstruosa aumentando também o número de supernovas, com várias explosões delas por ano.

+3.5 bilhões de anos: O Sol estará agora 40% mais brilhante do que é hoje e se a Terra ainda o estiver orbitando, todos os seus oceanos já terão evaporado.

+5.4 bilhões de anos: Acaba o hidrogênio no núcleo do Sol e ele entra na sua primeira fase de gigante vermelha atingindo um tamanho 1,6 vezes maior e uma luminosidade 220% mais forte do que hoje.

+6 bilhões de anos: Agora o nosso Sol é uma gigante vermelha totalmente desenvolvida, atingindo um tamanho 170 vezes maior e uma luminosidade igual a 2.400 sóis atuais. Ficará tão grande que encherá o céu da Terra nestes dias.

+6.7 bilhões de anos: O Sol começa a fundir também o Hélio e diminuirá de tamanho para 10 vezes o tamanho atual, mas contará com uma luminosidade 40 vezes maior do que é hoje. Neste estágio, a Terra será somente uma bola de rocha totalmente desprovida de qualquer sinal de vida.

+6.8 bilhões de anos: As coisas ficam realmente dramáticas por aqui. Acaba também o hélio no núcleo do Sol e como ele é muito pequeno para começar a queimar também o carbono, entrará em uma terceira fase fase de gigante vermelha, mas desta vez alcançará um tamanho 180 vezes maior e brilhará 3.000 vezes mais do que brilha hoje. Outras civilizações alienígenas olharão para o céu e o verão como uma estrela avermelhada e brilhante. Se sobrevivermos e tivermos tempo de nos mudar para outro planeta próximo, olharemos para o céu e o veremos como a estrela mais brilhante no firmamento e os mais velhos dirão aos mais novos que aquela estrela gigante que está morrendo já foi, um dia, a que criou o planeta onde nos originamos.

+6.9 bilhões de anos: O Sol agora começará a pulsar a cada cerca de 100.000 anos e em cada pulso ejetará mais e mais de sua massa para o espaço e o que sobrará no final será unicamente seu núcleo esbranquiçado, se tornando então uma estrela anã branca. Alguns de seus planetas ainda existirão, mas devido a sua perda de massa, a fraca gravidade não será mais capaz de mantê-los orbitando-o, então estes planetas escaparão e se perderão no espaço intergaláctico.

+7 bilhões de anos: O Sol esfriará e se tornará uma anã negra.
10^17 anos: Todas as outras anãs brancas se tornarão anãs negras.
10^19 anos: Todas as galáxias do Universo perderão suas estrelas mortas para o espaço intergaláctico.

Depois disso, não mais acontecerão grandes coisas e o Universo será um lugar frio, escuro e morto, a não ser que esperemos por revira-voltas impensáveis neste momento do tempo devido à descobertas incríveis pelas civilizações que nos sucederão ou por outras civilizações alienígenas avançadas.

Tudo o que fazemos aqui e agora tem mais efeito no nosso destino do que jamais poderíamos imaginar. Simplesmente se resume a sobrevivermos e não sermos consumidos por nossas diferenças e crenças. Nós devemos isso a nós mesmos e às nossas futuras gerações, então pode ser que a humanidade tenha uma chance de testemunhar bem mais que só uma minúscula fração deste magnífico filme chamado Universo.

Fim?
Traduzido de: www.thefutureofourworld.ytmnd.com